
Podcast quinzenal que dá voz e visibilidade a mulheres de MS, com debates sobre feminismo, política e direitos.
O coletivo Elas Podem surgiu no início de 2020 com a intenção de dar maior visibilidade às pautas femininas, tendo em vista os números altíssimos de violência contra a mulher e feminicídio em Mato Grosso do Sul.
Formado por amigas que compartilhavam da mesma visão — criar um movimento para a visibilidade das mulheres — as atividades começaram em fevereiro. Com a pandemia, o trabalho se intensificou nas redes sociais.
Sub-representação política
Nenhuma mulher representa MS na Assembleia Legislativa, e apenas duas vereadoras atuam na Câmara de Campo Grande. Uma sub-representação que limita políticas públicas voltadas às mulheres.
O que nos chama muito a atenção é nós não termos nenhuma mulher que nos represente na Assembleia Legislativa. É uma sub-representação — a gente tem muito poucas mulheres ocupando espaços de poder e desenvolvendo políticas públicas que atingem diretamente nossas vidas.
Os debates se concentram a cada 15 dias no podcast "Elas Debatem". A pauta surge a partir de temas sugeridos pelas próprias integrantes nas redes sociais ou de assuntos em evidência.
O podcast está disponível nas plataformas on-line como Spotify, com um novo episódio a cada 15 dias.
Mulheres especialistas
Cada episódio convida mulheres que já desenvolvem trabalho na área do tema debatido — cumprindo a missão de dar voz e visibilidade a tantas mulheres incríveis do estado.
O coletivo também esteve no Carnaval e nas favelas com ações sociais e campanhas. Entrega de máscaras em parceria com a CUFA, distribuição de materiais educativos e acolhimento em eventos públicos fazem parte do dia a dia.
Além disso, o coletivo constrói um acervo digital com obras de autoras mulheres — promovendo leitura feminista, pensamento crítico e ação.
É importante ler mulheres e conhecer as obras feministas, as teorias e estudos, ainda mais em uma época de tanta fake news. O intuito é levar conteúdo de qualidade que possa promover pensamento crítico e chamar essas mulheres para a ação.